sábado, 26 de junho de 2010

FALANDO DAS MULHERES...


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa (que na verdade esta na casa dela ainda, mas eu amo ela...), que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela que...m me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat:

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem
à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação Correta:

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro (corno).
Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Mimos também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe mimos, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a Natureza:

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação?! (nem me fale, mas aguente).
Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não Tolha a Sua Vaidade:

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping (ja decretei falência). Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro Feminino não é um Mito: (nem mesmo em loiras).

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração!
Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você, fato. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça! E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela...

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu
lado, nunca atrás! Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um
bronzeado.
Porém, se ela estiver atrás, você corre o risco de levar um pé-na-bunda!!!

Aceite:
Mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo. E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay (assim você só gasta com gel lubrificante KY pro seu fuzicó)!

Só tem mulher quem pode!!!!!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PÉS...


Aos Teus Pés...
Pés desnudos
Pés absortos de prazer,
Pés que alguém possa ter,
Pés ardilosos,
...Pés ainda escondidos,
Pés acostumados a dançar,
Pés safados que posso desfrutar,
Pés que quero beijar,
Pés que posso abusar,
Pés que um dia terei em meu olhar,
Pés em riste,
Pés famintos de caminhos,
Pés que um dia me darão carinhos,
Pés que sem cerimônia me alerta ao toque que dá,
Pés suaves que serão meus um dia.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

MARCA...


Foi em um simples papel que
comecei a colocar os
desabafos de meu coração...
Palavras que respondiam os
meus sentimentos, que
denunciam minhas vontades.
Uma lágrima sem razão rolou
dos meus olhos e caiu sobre a
palavra amor...
Ai percebi que:
Os meus olhos choram por
amor.
Lágrimas que nascem lá do
coração, que a alma aprova,
pois as lágrimas nos
fortalecem.
"Uma pessoa que não chora,
tem mil motivos para chorar..."
Segurar as lágrimas é o
mesmo que pedir para parar
o tempo.
O amor nos faz chorar,
porque é o sentimento mais
forte que existe na lei davida.
Minha poesia ficou com uma
marca, a marca de um amor
expressado em uma
Marca de Uma Lágrima.

SP + RS

terça-feira, 22 de junho de 2010

VUVUZELA NELES... VAMOS QUE VAMOS!!



ESCREVER...


Quero escrever o que não consigo dizer. Apetece-me abrir, como um livro em branco e a cada palavra uma emoção. Um significado, um pedaço de ficção tornado real. Sinto-me a desfalecer, como um sobrevivente num barco no meio de uma tempestade, onde sabe que só um milagre o fará sobreviver. Porque sou assim? Porque não consigo controlar-me, tento sempre algo com medo das pessoas não gostem mim. Não quis sofrer mais, por isso decidi afastar-me de toda a gente. Agora em vez de um coração tenho uma pedra. Difícil será pedir ajuda, mas porque fujo de tudo e de todos. Não enfrento os meus medos. Sempre a fugir, mas os problemas não desaparecem, apenas adormecem num sono leve. Continuamente dormindo, até um dia que acorda. Mais furioso, que um bebé com sono. Será que um dia vou acordar para a vida? Será que algum dia, vou deixar de fugir. De não precisar de me esconder por detrás duma máscara. Algum dia terei paz, comigo mesmo. Procuro o que? Escondo-me do que? Do sofrimento?! Mas senão sofrer não viverei, ficará sempre a angústia de poder ter feito algo mais, ser capaz de ter feito outra coisa para me mudar a mim. Então o que me falta? Não sei, não me conheço, e muito menos sei quem fui, sou ou serei. Sou um sentimentalista barato, daqueles livros que se compram, mesmo não sabendo o fim são todos iguais e terminaram de certeza da mesma maneira. Só muda o conteúdo, a forma do conteúdo é sempre mesma. Devo ser mesmo uma criancinha, não amadureci o suficiente. Não cresci em termos mentais. Se calhar não vivo, sobrevivo. Vou sobrevivendo, não questionando, não esticando a corda. Se calhar limito-me a seguir as pesadas dos outros. Em vez de ter uma personalidade própria. Se calhar também por ter mentido, muito a mim próprio agora já não sei quem sou. Perdi-me no caminho, e agora não sei o caminho de volta. Um circulo vicioso, onde já não se sabe onde começou e onde acaba. Ainda terei a tempo, de me encaminhar e não me perder de vez?
Alguém saberá me dar essa resposta e tantas outras que eu não sei. Talvez não tenha procurado bem, ou não tenho procurado nos sítios certos. O lamentar não me ajuda em nada, só faz com que tenha pena do que estou a ser neste momento. O frio passou, o frio que tinha quando comecei a escrever, mas o gelo dentro de mim, a angústia, a tristeza, o sofrimento continua. Não há alegria nos meus olhos, como num dia cinzento onde só chove. Em que a minha cara são as gotas, que caíram nesse dia de temporal. Onde o sol se escondeu, tornou-se cinzento, carregado. Não há cores vivas, mas sim cores mórbidas. Algum dia terei gostado de alguém realmente? Sim, apesar de tudo não sou assim tão frio. Da minha família, dos meus verdadeiros amigos, desses gostei. Então quando deixei de gostar? Quando deixei de ter interesse na vida? Quando passei a sobreviver, como um náufrago onde só ver mar e mar e mais mar. Mas acredito que sobreviverei, mas já não tenho a certeza de nada.

IN DE PROFUNDIS...


Não há um único homem miserável, neste lugar miserável onde eu também me encontro, que não tenha relações simbólicas com o próprio segredo da vida. Pois o segredo da vida é o sofrimento. É isso que está escondido por trás de tudo. Quando começamos a viver, o que é doce é tão doce para nós, e aquilo que é amargo, tão amargo, que dirigimos, inevitavelmente, todos os nossos desejos para o prazer, e procuramos, não apenas “durante um mês ou dois alimentar-nos de mel”, mas não experimentar, durante toda a nossa vida, nenhum outro alimento, ignorando entretanto que podemos estar a fazer com que a alma morra de fome.
(Oscar Wilde, in De Profundis)

IN DE PROFUNDIS...


Se, depois de eu sair [da prisão], um amigo meu desse uma festa e não me convidasse, eu não me importaria nada. Sou perfeitamente capaz de ser feliz sozinho. Tendo liberdade, livros, flores, e a lua, quem poderia não ser feliz? Além disso, já não estou muito para festas. Já avancei demasiado para me preocupar com elas. Esse lado da vida acabou para mim, e atrevo-me a dizer que ainda bem. Mas depois de eu sair, um amigo meu tivesse uma dor, e se recusasse a permitir-me partilhá-la com ele, senti-lo-ia com muita amargura. Se ele me fechasse na cara as portas da casa do luto, eu voltaria uma vez e outra e pediria para ser admitido, para poder partilhar aquilo que tinha o direito de partilhar. Se ele me achasse indigno, incapaz de chorar com ele, senti-lo-ia como a mais pungente humilhação, como o mais terrível modo de a desgraça me ser infligida. Mas isso nunca aconteceria. Eu tenho o direito de partilhar a Dor, e aquele que é capaz de olhar para os encantos do mundo, e partilhar a sua dor, e compreender um pouco a maravilha de ambos, está em contacto directo com as coisas divinas, e chegou tão perto do segredo de Deus quanto alguém pode estar.
(Oscar Wilde, in De Profundis)

IN DE PROFUNDIS...


Estou completamente falido, e sem casa. Contudo, há muitas coisas piores do que isso. Sou totalmente honesto quando te digo que, a sair desta prisão com amargura no coração contra ti ou contra o mundo, prefiro, alegre e prontamente, andar de porta em porta a pedir esmola. Se não conseguisse nada nas casas dos ricos, conseguiria alguma coisa nas casas dos pobres. Aqueles que têm muito são frequentemente avarentos. Aqueles que têm pouco partilham sempre o que têm. Não me importaria nada de dormir sobre a erva fresca, no verão, e quando viesse o Inverno, de me abrigar junto do feno quente de um celeiro, ou no luxo de um estábulo, desde que tivesse amor no coração.
(Oscar Wilde, in De Profundis)

METODOLOGIA...


Metodologia para Bobagens!
Saber jogar uma latinha de coca-cola (ou qualquer outro refrigerante) para o alto, fazendo com que ela dê 6 duplos-twist carpados exatos no ar, perpendicularmente ao centro da mesma, num movimento perfeito e simétrico, aterrisando suavemente na lata de lixo é um exemplo.

Perder tempo escolhendo e criando a piada certa para uma nova comunidade do orkut, para postar no facebook, no blogger, ou em outros é mais um exemplo...

"A pessoa sem uma metodologia tá fodida nessa vida."
Albert Einstein

"Quem não tem métodos é um zé-ruela."
Carl Jung

"Eh verdadi"
Sabrina Sato

O PARADOXO...


O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos;
auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
gastamos mais, mas temos menos;
nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;
mais medicina, mas menos saúde.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida a extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo;
lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares;
temos mais lazer, mas menos diversão;
maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios;
de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque;
um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

SARAMAGO...


"Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais." (José Saramago 1922-2010)

SARAMAGO...


"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala." (José Saramago 1922-2010)