quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SENTIMENTOS 2...


Ardendo dentro de mim
Num braseiro sem fim
Uma confusão de sentimentos
Que não precisa de alimentos
Que alterna o desprezo
Com o viver a qualquer preço
Sinto uma alma ardente
Que tudo deseja vivamente
E que sente solidão
E raios de desilusão
Quando se sente ausente
O amor do coração
Desejo mais que tudo
Que o teu olhar mudo
Não signifique alheamento
Mas esconder o sentimento
Partilhado por duas almas
Que perderam a vida calma
É urgente definir
Se um de nós há-de partir
Ou proceder à união
Calar os gritos do coração
Escolhendo o Amor como destino
Ou a Solidão como desatino.

SENTIMENTOS...


Os dias estão mais longos...
Tá difícil respirar agora...
Sinto que já não estou aqui...
Sinto muito frio...
tenho medo... tenho ódio...
Uma revolta e ao mesmo tempo...
Um remorso... de não poder voltar atrás...
Está feito... e nada,
Absolutamente nada vai mudar isso...
Perder a ilusão foi apenas o começo,
Mas o que viria a acontecer
Agora, já nunca pude imaginar...
Ou se quer sonhar... está escrito...
Está consumado... as marcas em meu corpo...
São somente para me lembrar...
Que não foi um sonho... isso é real...
Um espelho que me mostra verdadeiramente
Como eu sou... isso dói... muito...
Uma dor que nem todas as palavras
Deste mundo poderia descrever...
Nunca acreditei em destino...
Mas o que presenciei...
Me mostra que não posso fugir...
Do que esta reservado para mim...
Que assim seja...

NÃO SEI...


Por favor alguém me salve
Estou me perdendo no vazio da minha vida
Sinto que está ficando tudo preto
Estou com medo
Não sei o que fazer, nem o que sentir
Não sei nem o que perguntar nem pra quem perguntar
Como vou me salvar da escuridão?
Um silêncio, uma solidão, uma vida em vão
Um amor perdido ou amor fingido
Uma dor com razão
Um coração que sangra a cada batida
Um olhar obscuro
Uma face amedrontada
Então uma mão se ergue diante meus olhos
Penso que é a salvação e seguro-a
Quando está quase no fim
Sinto que estou caindo novamente
Meus cabelos começam a cair
Minha boca fica seca
Sinto que é o fim
Então, abro os olhos...

Você dança conforme a música??ou ORQUESTRA SUA PRÓPRIA CANÇÃO? ♫ ♥

Os dois ao mesmo tempo, conforme for a minha cia...

Bah, Pergunta Que Eu Respondo Já...

GELO...


Ele ainda se perde ao olhar dentro dos olhos dela.
Ela se encontra ao se olhar nos olhos dele.
Talvez seja por isso que evitam se olhar ao mesmo tempo.

Ele não imagina seu futuro sem que ela esteja presente.
Ela não percebe o quanto ele faz falta, não se permite pensar nele.
Eles procuram não pensar um no outro, mas é tentando evitar que se aproximam mais.

Ela observa cada detalhe dele que faz falta quando estão longe.
Ele tenta entender porque aquela garota mesmo há tão pouco, se tornou dona dos seus sentimentos.
Ele espera que tudo mude.
Ela sabe que nada vai mudar.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

INSÔNIA...


Ponteiros me perseguem ao anoitecer...
Olham-me de lado meio que querendo dizer:
“Tic tac tic tac: já passa das onze, e aê??”
Aê que eu fujo um pouquinho pro mundinho virtual...
Só que quando dou conta já é quase uma e tal...
Então procuro o meu sono em vários canais,
Mas já passam das duas e os minutos são fatais...
Então vou deitar...
Mas que porra de musica é essa que não me sai da cabeça?
Helicópteros e goteiras... Querem que eu enlouqueça?
É melhor eu contar as ovelhas...
Respiração, mantra, reza e leite morno...
Quem inventou isso tudo só pode ser um corno!
Mas vamos lá, que já passam da três...
Ainda da tempo: “Deus: só dessa vez!”
Às quatro desisto e levanto da cama
Fritar até as seis já é também muito drama.
Por volta das cinco o sol vem rachando
trazendo as buzinas e os carros freando...
Mas como de costume eu me aquieto e reflito
Pois se eu não dormir, esse dia bonito
Será um daqueles em que to muito fudido!
Puts, que merda, já são sete, acabou!
É agora ou nunca, nesse meu cobertor...
Desisto!!! Só vou relaxar e me esticar mais um pouco...
Ahhh! Que soninho gostoso esse das sete às oito.......

sábado, 28 de agosto de 2010

BUSCA...


Procuro a grandiosidade do homem
e não me permito chorar
Pois toda realização
do pensamento sórdido
e louco de esperança
alimenta um desejo
semimorto
em busca da paz...

PENSE...


Eu vou te ganhar
custe o que custar
eu vou te conquistar
Vou usar seus amigos
que já usei
vou usar suas amigas
que eu já ganhei também
e vou te conquistar
neném
Sei que muitas vezes
vai me dizer não
mais cedo ou tarde
vou ganhar seu
coração
Aí nem pai
e nem mãe
nem irmã
e nem irmão
você vai ficar
todinha na minha
mão
E não tente escapar
não tente me deixar
pois se tentar
você vai sofrer
você vai chorar
e eu?
Eu não vou ligar
não vou me comover
Porque eu sou
assim
eu sou isso
Abuse & Use S.A.
eu sou seu vício
sua droga
prazer em conhecer
Maconha Cocaína
Nicotina Alcoólica
da Silva
eu vou acabar
com sua vida!

EU SOLDADO...


Na trincheira
O medo
Nas roupas
A pólvora
Nas mãos
A morte
Nos olhos
O sangue
No coração
O inimigo
Na consciência
A dor
Na alma
O amor.

A SABEDORIA DA NÃO-VIOLÊNCIA...


Vida verdadeira é como a água:
Em silêncio se adapta ao nível inferior,
Que os homens desprezam.
Não se opõe a nada,
Serve a tudo.
Não exige nada,
Porque sua origem é da Fonte Imortal.
O homem realizado não tem desejos de dentro,
Nem tem exigências de fora.
Ele é prestativo em se dar
E sincero em falar,
Suave no conduzir,
Poderoso no agir.
Age com serenidade.
Por isto é incontaminável.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


Não tem olhos solares, meu amor;
Mais rubro que seus lábios é o coral;
Se neve é branca, é escura a sua cor;
E a cabeleira ao arame é igual.

Vermelha e branca é a rosa adamascada
Mas tal rosa sua face não iguala;
E há fragrância bem mais delicada
Do que a do ar que minha amante exala.

Muito gosto de ouvi-la, mesmo quando
Na música há melhor diapasão;
Nunca vi uma deusa deslizando,

Mas minha amada caminha no chão.
Mas juro que esse amor me é mais caro
Que qualquer outra à qual eu a comparo.
(William Shakespeare)

SONETO 17


Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare)

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
(William Shakespeare)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO...


Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
(Mário Quintana)